sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O velho novo consumidor de novo.


Não é de hoje que temos visto artigos e mais artigos falando do mesmo tema: o novo consumidor. Na verdade, o novo consumidor do mês passado já não é igual ao novo consumidor de hoje. Nos dias atuais, onde a cada momento temos uma tecnologia nova e acesso a diferentes canais de informação, não cabe mais o termo “geração”. A velocidade dos acontecimentos e o avanço tecnológico têm surpreendido até os mais descrentes e é bem mais rápido do que qualquer geração. Num dia temos apenas um laptop pesado utilizado para escrever textos. No outro ano, já temos um celular dez vezes mais potente que o laptop, capaz de ler e desenvolver os mesmos textos, tirar foto de alta qualidade, fazer compras, pagar contas, mandar e-mails, ser GPS, entrar em todas as redes sociais, fazer vídeo conferência, entre outras tantas funcionalidades. 
Resumidamente - em apenas 50 anos - o consumidor passou de mero comprador para mandante.  Hoje, não temos apenas que adequar o produto ou serviço que iremos oferecer ao cliente, mas, principalmente, se preocupar com fatores paralelos (avaliados inconscientemente pelo consumidor) que fomentarão a compra ou o uso. Na prática, não basta saber o que o cliente quer, mas sim, estar precisamente no canal de compra que ele utiliza, entregar no tempo que ele deseja, nas condições de pagamento que se enquadra, no local e horário determinados, entre outros tantos e tantos detalhes que o consumidor atribui à sua decisão de compra.
Esse é o nosso novo possível cliente. E digo claramente que nunca foi tão difícil de conquistá-lo. Se antes, os detalhes nos davam destaque, hoje são o ponto chave entre a venda e a rejeição. E é quando a venda não ocorre que se iniciam as cobranças e buscam-se as rupturas.
Entretanto, acredito ser necessário que os departamentos de marketing façam uma análise interna de seus próprios procedimentos antes de pesar o porquê da não conversão das vendas. É comum se deparar com a inversão de valores e ver empresas exigindo estratégia de comunicação de um escritório de design, estratégias de endomarketing de uma agência de publicidade ou uma estratégia comercial de uma empresa de promo. A utilização incorreta dos meios e parceiros que o mercado disponibiliza é o caminho mais rápido para a insatisfação com os prestadores de serviço e o insucesso dos objetivos traçados.
E a obrigação do marketing é essa. Conhecer a fundo a empresa que trabalha (produto ou serviço), conhecer o mercado, os hábitos de seu consumidor, e saber qual o parceiro e como quer que o mesmo atue. Para tanto o departamento tem que conhecer, entender e se comunicar (muito) com o departamento de compras, financeiro, administrativo, recursos humanos e logística.  Precisamos esclarecer de uma vez por todas que “fazer marketing” não é analisar publicidade. Desenvolver um bom marketing é utilizar todas as ciências que envolvem a gestão (entre elas a publicidade) para vender – seja um produto, um serviço, uma idéia, um conceito, um posicionamento, uma imagem... enfim, vender e deixar o cliente satisfeito.
Então, bem vindo a este novo mercado, ao novo real consumidor. Sinta-se a vontade para desvendar este novo mercado e este novo público, extremamente informado, segmentado e conectado.

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